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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Diminuição de geleiras é um dos efeitos mais graves do aquecimento global


A redução das geleiras se acelera rapidamente em diferentes partes do mundo por causa do aquecimento global, o que representa uma grave ameaça de inundações e desastres naturais, além da perda de espécies e do acesso à água natural.

Em uma cadeia de nevados tropicais, como a Cordilheira Branca do Peru, a diminuição foi de 22% entre 1970 e 2003, e no mar de Amundsen, a oeste da Antártida, a perda anual foi de 83 bilhões de toneladas de gelo desde 1992.

As montanhas ocupam 24% da superfície terrestre e abrigam 1,2 bilhão de pessoas a seus pés. Metade da população assentada nas regiões montanhosas dos países em desenvolvimento sofre de fome crônica e a maioria vive em extrema pobreza, o que agrava a situação social causada pelo degelo das geleiras, explicou à Agência Efe a porta-voz do programa "Homem e Biosfera" da Unesco, María Rosa Cárdenas.

"A montanha é um regulador do clima, é um regulador das correntes de vento, dos fluxos de água, e pode dar certa proteção contra os riscos naturais", comentou Cárdenas. "A situação em outras partes do mundo é semelhante a que se vê na América Latina, uma diminuição das geleiras e perda da massa, o que está contribuindo muito para um dos principais problemas, que é a aparição de lagos de origem geleira", acrescentou Cárdenas.

Estes lagos têm um grande volume de água, originada de uma geleira derretida, mas em um lugar instável e que rapidamente transborda e pode gerar "danos enormes" nas povoações, como inundações repentinas, exemplificou a especialista.

Este programa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura apresentou em Lima, durante a Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas (COP20), uma exposição de imagens de satélite sobre o estado das geleiras no mundo em consequência da mudança climática.
A exposição "Os impactos da mudança climática nas regiões montanhosas do mundo" mostra 23 imagens da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial, a Agência Espacial Europeia e o Serviço Geológico dos Estados Unidos em painéis instalados na prefeitura de Lima.

Cárdenas assinalou que só em uma das 23 geleiras analisadas, situada na Noruega, houve retrocesso na diminuição da massa geleira.

"Há geleiras que em 10 anos retrocederam um ou dois quilômetros, mas em outras geleiras podemos ver um retrocesso muito maior em 50 anos", disse.
"É um pouco difícil falar do que está se passando em nível mundial, de quantos quilômetros estão retrocedendo porque nem em nível mundial nem regional podemos dar um número exato", acrescentou.

No caso das geleiras tropicais, o monitoramento registrou retrocessos importantes, como o nevado Quellcaya, na região peruana de Cuzco, onde sua principal geleira, Kori Kari, retrocedeu 1,2 quilômetro em 1978 e em 2008.
O terreno que rodeia as geleiras costuma ter rochas soltas e esta instabilidade piora quando há sismos, como no Peru.

Nos povoados da Cordilheira Branca pelo menos 30 mil pessoas morreram em 30 catástrofes naturais ocorridas entre 1941 e 2005, de acordo com os estudos divulgados pela Unesco.

Já em uma zona da Antártida, o ritmo de derretimento das geleiras triplicou na última década, segundo um estudo da Universidade da Califórnia em Irvin e do Jet Propulsion Laboratory, da Nasa.

As geleiras no mar de Amundsen, ao oeste da Antártida, perderam 83 bilhões de toneladas anuais desde 1992, e o ritmo de derretimento subiu para 16,3 bilhões de toneladas anuais desde 2003, apontou a pesquisa divulgada em Lima.

Parte das consequências da perda das geleiras é a necessidade de readaptação da quantidade de água que poderemos contar para beber ou usar na agricultura, assim como para gerar energia.[Fonte: Correio do Estado]

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Sem zerar efeito estufa, temperatura subirá 2°c

Yahoo Notícias - Sem zerar efeito estufa, temperatura subirá 2°c

Ao apresentar nesse domingo, 2/11/2014, os textos sínteses dos mais recentes relatórios do Painel Internacional de Mudança Climática (IPCC), o presidente do grupo científico, Rajendra Pachauri, afirmou não haver outra saída aos governos senão o corte das emissões de gases do efeito estufa para evitar o aumento de 2°C na temperatura da terra até o fim do século. “A comunidade científica falou. Agora passo o bastão aos governos.”


Pachauri mostrou-se otimista em relação a um acordo entre os 190 países em Paris, em 2015, durante a Conferência das Partes sobre Mudança Climática (COP21). As sínteses dos relatórios do IPCC servirão como base para as negociações. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, lembrou que a tentativa de um acordo em 2009, em Copenhague, falhou porque os líderes estavam concentrados na crise financeira mundial.



Mas há dois meses, em Nova York, os líderes reunidos na Cúpula da Mudança Climática se comprometeram a alcançar um acordo em 2015. “Mesmo que as emissões de gases do efeito estufa acabem agora, ainda vamos continuar a sentir os efeitos da mudança climática”, afirmou Ban. 



As sínteses elaboradas ao longo da semana passada preservaram as principais constatações dos três últimos relatórios do IPCC sobre o aquecimento global e seus efeitos sobre as pessoas e os ecossistemas. Mas ambos os textos sofreram interferência de representantes de governos presentes aos debates em Copenhague. Entre os tópicos omitidos está uma coluna do quadro sobre os cenários de aumento da temperatura, que aponta a possibilidade de acréscimo de 7,8ºC, até 2100, se a concentração de dióxido de carbono (CO2) equivalente na atmosfera superar 1.000 partes por milhão (ppm). 



Solução e futuro

Para a temperatura não subir mais do que 2ºC até 2100, alerta o IPCC, será necessário reduzir as emissões dos gases do efeito estufa para um nível perto de zero. O resumo para tomadores de decisão, com 40 páginas, diz ser “inequívoca” a influência humana no processo de aquecimento global. As emissões de gases do efeito estufa provocadas pelo homem são as maiores da história e vão causar ainda mais aquecimento global e mudança.



Aumenta, portanto, a “probabilidade de impactos graves, disseminados e irreversíveis” sobre as pessoas e os ecossistemas. Entre eles, os eventos extremos - chuvas mais intensas, tempestades, inundações, secas e ciclones - já percebidos. A temperatura e a salinização dos oceanos serão crescentes, assim como o aumento de seu nível, provocado pelo derretimento de geleiras do Ártico. Nenhum lugar do mundo estará intocável à mudança do clima.



A atividade econômica vai cair, a redução da pobreza se tornará tarefa mais difícil e haverá riscos para a segurança alimentar e novos bolsões de miséria em áreas urbanas, aponta o resumo. A mudança climática deve empurrar pessoas para fora de suas regiões originais e há alto risco de conflitos violentos.



Confiança e custos

Segundo o secretário-geral da Organização Mundial de Meteorologia, Michel Jarraud, o nível de confiança nas projeções científicas é maior agora do que em 2009. O que antes estava apenas projetado pelo IPCC agora tem fundamentos em valores. “Ninguém mais pode alegar ignorância”, disse.



O IPCC preservou no resumo para tomadores de decisão a recomendação para que seadotem estratégias de adaptação e de mitigação de mudanças climáticas. Pachauri alertou para o fato de a “janela” estar se fechando.



O custo da mitigação para a economia mundial, nos cálculos do IPCC, deve ser de 0,06% do Produto Interno Bruto de cada país. Quanto mais atrasar o início das medidas de mitigação, mais caras serão as medidas necessárias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.[Fonte: Yahoo]


terça-feira, 13 de maio de 2014

Derretimento na Antártica Ocidental é irreversível, afirmam cientistas


A geleira de Thwaites é uma das mais afetadas pelo processo de derretimento e pode desaparecer
 em um século

Seis geleiras estão derretendo de baixo para cima por causa do aquecimento da água. Somente elas podem elevar o nível do mar em 1,2 metro nas próximas décadas e séculos.
O derretimento das camadas de gelo da Antártica Ocidental chegou a um ponto em que passou a ser irreversível e não pode mais ser interrompido, afirmam dois estudos de pesquisadores dos Estados Unidos divulgados nesta segunda-feira (12/05/14).
Com base em dados recolhidos nos últimos 40 anos pela Nasa – agência espacial dos EUA –, um dos estudos afirma que seis geleiras estão derretendo de baixo para cima e fluindo para o Mar de Amundsen por causa do aquecimento da água ao redor do continente.
Essa parte da Antártica pode ser uma das maiores responsáveis pelo aumento do nível do mar nas próximas décadas e séculos, elevando o mar em 1,2 metro.
"O estudo demonstra que foi ultrapassado um limite crítico", disse o pesquisador Tom Wagner, acrescentando que a pesquisa não foi baseada em simulações de computadores ou modelos numéricos.
Contribuição humana
Segundo o cientista Eric Rignot, autor do estudo desenvolvido pela Universidade da Califórnia em parceria com a Nasa, evidências mostram que uma grande parte do gelo da Antártica Ocidental está recuando de forma irreversível.
Apesar de a situação ser irreversível, reduzir as emissões de gases do efeito estufa, que causam o aquecimento global, poderia frear a velocidade desse processo nos glaciares de Pine Island, Thwaites, Haynes, Pople, Smith e Kohler.
"Nós acreditamos que isso está relacionado às mudanças climáticas", diz Rignot. Para os pesquisadores, o acúmulo de gases do efeito estufa na atmosfera está alterando os padrões de vento ao redor da Antártica, levando águas mais quentes ao continente.
Segundo Rignot, esse processo poderá triplicar sua contribuição para a elevação do mar. "A descarga de gelo no oceano vem aumentando de forma contínua há mais de 40 anos", diz o pesquisador.
Pesquisadores calculam que a geleira de Thwaites pode vir a desaparecer entre 100 e 200 anos, devido à perda gradual de tamanho e peso. Somente ela contribui anualmente para aumentar em um milímetro o nível do mar.[Fonte: DW - CN/rtr/dpa/apf/lusa]

terça-feira, 18 de março de 2014

Nasa prevê colapso da humanidade nas próximas décadas

A humanidade está na iminência de um colapso por conta da instabilidade econômica e do esgotamento dos recursos naturais. Essa foi a conclusão de um estudo financiado pela Nasa, a agência espacial norte-americana. Com o uso de modelos matemáticos a agência norte-americana previu o colapso do planeta Terra mesmo quando eram feitas estimativas otimistas, segundo o jornal britânico Independent.
Usando como modelo o colapso de antigas civilizações, como Roma, Gupta (indiana) e Han (chinesa), a Nasa concluiu que a elite da atual sociedade elevou o padrão de consumo a níveis preocupantes, disparando um alerta de colapso da nossa civilização baseada em cidades e na industrialização. "Esse ciclo de crescimento-colapso é recorrente na história da humanidade", explica o matemático Safa Motesharri.
Motesharri e sua equipe exploraram diversos fatores capazes de causar a extinção da sociedade, como as mudanças climáticas, o crescimento populacional, por exemplo. Os pesquisadores descobriram que a junção desses fatores, aliada à escassez de recursos e a divisão da sociedade entre elite e massas termina por destruir esse arranjo social. Assim aconteceu em todos os impérios da Antiguidade, explica o cientista.
Entretanto, o cientista não considera o fenômeno irreversível. Para evitar o colapso da sociedade, o cientista diz que será necessária uma ação das verdadeiras elites para restaurar o equilíbrio econômico e do uso dos recursos naturais - essa é a única maneira de deter o impacto da ação humana sobre o meio ambiente. E aí, você também acha que estamos a caminho de destruir nossa sociedade?[Fonte: Yahoo]

segunda-feira, 10 de março de 2014

Cientistas identificam nova ameaça 'misteriosa' à camada de ozônio


Camada de ozônio (Foto: AP)

Cientistas identificaram quatro novos gases de efeito estufa produzidos pelo homem que estão contribuindo para a destruição da camada de ozônio.
Embora as concentrações atuais desses gases ainda sejam pequenas, dois deles estão se acumulando na atmosfera a uma taxa significativa.
Desde meados dos anos 80, preocupações sobre o crescente buraco na camada de ozônio vêm restringindo a produção de gases clorofluorcarbonetos (CFC).
Mas a origem dos novos gases ainda permanece um mistério, dizem os cientistas.
Localizada na atmosfera, entre 15 e 30 quilômetros acima da superfície da Terra, a camada de ozônio tem um papel fundamental no bloqueio dos raios ultravioleta (UV), que podem causar câncer em humanos e problemas reprodutivos nos animais.
Cientistas do British Antarctic Survey, entidade responsável pelos assuntos relativos aos interesses do Reino Unido na Antártida, foram os primeiros a descobrir um enorme 'buraco' na camada de ozônio sobre o continente gelado em 1985.
As evidências rapidamente apontaram como causa os gases CFC, que foram inventados na década de 1920 e amplamente utilizados em refrigeração e como propulsores em aerossóis, como sprays e desodorantes.
Os países, então, concordaram rapidamente em restringir os CFCs, e o Protocolo de Montreal, de 1987, limitou o uso dessas substâncias.
A proibição internacional total sobre sua produção entrou em vigor em 2010.
Agora, pesquisadores da Universidade de East Anglia, em Londres, descobriram evidências de quatro novos gases que podem destruir o ozônio e que estão sendo lançados na atmosfera a partir de fontes ainda não identificadas.
Três dos gases são CFCs e um é o hidroclorofluorocarboneto (HCFC), que também pode danificar o ozônio.
'Nossa pesquisa identificou quatro gases que não estavam na atmosfera até a década de 1960, o que sugere que eles são produzidos pelo homem', disse o chefe da pesquisa, Johannes Laube.
Os cientistas descobriram os gases analisando blocos de neve. Segundo eles, o ar extraído dessa neve é um 'arquivo natural' do que estava na atmosfera até 100 anos atrás.
Origem desconhecida
Os pesquisadores também analisaram amostras de ar coletadas no Cabo Grim, uma região remota na ilha da Tasmânia, na Austrália.

Eles estimam que cerca de 74 mil toneladas desses gases foram liberados na atmosfera. Dois dos gases estão se acumulando a taxas significativas.
'Nós não sabemos de onde os novos gases estão sendo emitidos e isso deve ser investigado. Fontes possíveis incluem insumos químicos para a produção de inseticidas e solventes para limpeza de componentes eletrônicos', afirmou Laube.
'Além do mais, os três CFCs estão sendo destruídos muito lentamente na atmosfera - por isso, mesmo se as emissões parassem imediatamente, eles ainda permaneceriam na atmosfera por muitas décadas', acrescentou.
Os quatro novos gases foram identificados como CFC-112, CFC112a, CFC-113a, HCFC-133a.
O CFC-113a foi listado como um 'insumo agroquímico para produção de piretróides', um tipo de inseticida que já foi usado largamente na agricultura.
Assim como o HCFC-133a, ele tambem é usado na fabricação de refrigeradores. Os CFC-112 e 112a podem ter sido usados na produção de solventes de limpeza de componentes eléctricos
Outros cientistas reconheceram que, embora as concentrações atuais desses gases sejam pequenas e não representem uma preocupação imediata, uma pesquisa para identificar sua origem precisa ser feita.
'Esse estudo destaca que a destruição do ozônio ainda não é a história do passado', disse Piers Forster, professor da Universidade de Leeds, no norte da Inglaterra. 'As concentrações encontradas neste estudo são minúsculas. No entanto, nos lembra que precisamos estar vigilantes e monitorar continuamente a atmosfera'.
'Das quatro espécies identificadas, CFC-113a parece ser o mais preocupante, já que a emissão, embora ainda pequena, cresce rapidamente', acrescentou. [Fonte: G1]

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Vespas gigantes perseguem vítimas e matam dezenas na China


Pelo menos 28 pessoas morreram e centenas ficaram feridas em uma recente onda de ataques de vespas gigantes na China. As vítimas descrevem que foram perseguidas por centenas de metros pelas criaturas - que as teriam picado até 200 vezes antes de interromper os ataques. A maior parte dos feridos foi registrada nos últimos três meses em áreas rurais remotas ao sul da província de Shaanxi, de acordo com jornais locais. Especialistas acreditam que o calor, possivelmente causado pelas mudanças climáticas, pode estar contribuindo para a multiplicação do número de insetos. As informações são do The Guardian.
As picadas desses insetos são altamente tóxicas e podem levar a choque anafilático e insuficiência renal. Um funcionário de controle de doenças da cidade de Ankang, onde 18 pessoas morreram, pediu à população que procure ajuda médica para qualquer pessoa que tenha sido alvo de mais de 10 picadas, e advertiu que tratamento emergencial seria necessário para aqueles que receberam mais de 30 picadas.
Os ataques de vespas gigantes são um problema recorrente na área no período entre maio e o final de novembro. De acordo com a polícia de Ankang, 36 pessoas morreram na cidade e 715 foram feridas pelas criaturas entre 2002 e 2005. Os ataques têm sido particularmente severos neste ano, porém, possivelmente devido às mudanças climáticas, segundo as autoridades.[Fonte: Terra]

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Desperdício de alimento no mundo é o terceiro maior emissor de CO2, diz ONU


AP
Pão é jogado na beira de rio em Ahmabad, na Índia. ONU calcula que desperdício de alimento é o terceiro maior emissor de carbono do mundo

A comida desperdiçada no mundo responde por mais emissões de gases causadores de efeito estufa do que qualquer país, exceto China e Estados Unidos, disse a ONU em um relatório divulgado nesta quarta-feira (11/09/2013).
Todos os anos, cerca de um terço de todos os alimentos para consumo humano, aproximadamente de 1,3 bilhão de toneladas, é desperdiçado , juntamente com toda a energia, água e produtos químicos necessários para produzi-la e descartá-la.
Quase 30 por cento das terras agrícolas do mundo, e um volume de água equivalente à vazão anual do rio Volga, são usadas em vão.
No seu relatório intitulado "A Pegada do Desperdício Alimentar", a Organização das Nações Unidas para Agricultura e a Alimentação (FAO) estima que a emissão de carbono dos alimentos desperdiçados equivale a 3,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. 


Se fosse um país, seria o terceiro maior emissor do mundo, depois da China e dos Estados Unidos , sugerindo que um uso mais eficiente dos alimentos poderia contribuir substancialmente para os esforços globais para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e diminuir o aquecimento global.
No mundo industrializado, a maior parte do lixo vem de consumidores que compram muito e jogam fora o que não comem. Nos países em desenvolvimento, a causa principal é a agricultura ineficiente e falta de instalações de armazenamento adequadas. 
"A redução de desperdício de alimentos não só evitaria a pressão sobre recursos naturais escassos, mas também diminuiria a necessidade de aumentar a produção de alimentos em 60 por cento, a fim de atender a demanda da população em 2050", diz a FAO. 
A organização sugere que se melhore a comunicação entre produtores e consumidores para gerenciar a cadeia de suprimentos de forma mais eficiente, bem como investir mais na colheita, resfriamento e métodos de embalagem. 


A FAO também disse que os consumidores no mundo desenvolvido devem ser encorajados a servir pequenas porções e fazer mais uso das sobras. As empresas devem dar comida excedente para instituições de caridade, e desenvolver alternativas para o despejo de resíduos orgânicos em aterros sanitários. 
A FAO estima o custo do desperdício de alimentos, excluindo os peixes e frutos do mar, em cerca de 750 bilhões de dólares por ano, com base em preços de produção.
O desperdício de alimentos consome cerca de 250 quilômetros cúbicos de água e ocupa cerca de 1,4 bilhão de hectares - grande parte deles eram habitats naturais transformados para tornar-se arável.[Fonte: IG]

quinta-feira, 14 de março de 2013

Relatório da ONU prevê 'catástrofe ambiental' no mundo em 2050


Apesar dos investimentos de vários países em energias renováveis e sustentabilidade, o mundo pode viver uma "catástrofe ambiental" em 2050, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, apresentado nesta quinta-feira (14/03/2013) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Ao fim dos próximos 37 anos, são estimadas mais de 3 bilhões de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, das quais pelo menos 155 milhões estariam na América Latina e no Caribe. E essa condição demográfica e social seria motivada também pela degradação do meio ambiente e pela redução dos meios de subsistência, como a agricultura e o acesso à água potável.
Amazônia mostra sinais de degradação devido a mudanças climáticas (Foto: Divulgação/NASA/JPL-Caltech)Amazônia dá sinais de degradação por causa das mudanças climáticas (Foto: Divulgação/NASA/JPL-Caltech)
De acordo com a previsão de desastre apresentada pelo relatório, cerca de 2,7 bilhões de pessoas a mais viveriam em extrema pobreza em 2050 como consequência do problema ambiental. Desse total, 1,9 bilhão seria composto por indivíduos que entraram na miséria, e os outros 800 milhões seriam aqueles impedidos de sair dessa situação por causa das calamidades do meio ambiente.
No cenário mais grave, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global diminuiria 15% em 2050, chegando a uma redução de 22% no Sul da Ásia (Índia, Paquistão, Sri Lanka, Nepal, Bangladesh, Butão e Maldivas) e de 24% na África Subsaariana (todos os países ao sul do Deserto do Saara).
Chinesa caminha nesta terça-feira (29) com máscara para proteger da poluição em Pequim, na China (Foto: China Daily/Reuters)Chinesa pedala com máscara para se proteger da forte poluição em Pequim (Foto: China Daily/Reuters)
Mudanças climáticas e pressões
As mudanças climáticas e as pressões sobre os recursos naturais e ecossistemas têm aumentado muito, independentemente do estágio de desenvolvimento dos países, segundo o relatório. E o texto também destaca que, a menos que sejam tomadas medidas urgentes, o progresso do desenvolvimento humano no futuro estará ameaçado.

O Pnud aponta, ainda, que os protestos em massa contra a poluição ambiental têm crescido em todo o mundo. Por exemplo, manifestantes em Xangai, na China, lutaram por um duto de águas residuais (provenientes de banhos, cozinhas e uso doméstico em geral) prometido, enquanto na Malásia moradores de um bairro se opuseram à instalação de uma refinaria de metais de terras raras – 17 metais conhecidos como "ouro do século 21", por serem raros, valiosos e de grande utilidade.
O relatório reforça também que as principais vítimas do desmatamento, das mudanças climáticas, dos desastres naturais e da poluição da água e do ar são os países e as comunidades pobres. E, para o Pnud, viver em um ambiente limpo e seguro deve ser um direito, não um privilégio. Além disso, sustentabilidade e igualdade entre os povos estão intimamente ligadas.
Desastres naturais em alta
Além disso, de acordo com o texto divulgado nesta quinta-feira, os desastres naturais estão se intensificando em todo o mundo, tanto em frequência quanto em intensidade, causando grandes danos econômicos e perdas humanas.

Apenas em 2011, terremotos seguidos de tsunamis e deslizamentos de terra causaram mais de 20 mil mortes e prejuízos aos EUA, somando US$ 365 bilhões (R$ 730 bilhões) e 1 milhão de pessoas sem casas.
O impacto mais severo foi para os pequenos países insulares em desenvolvimento, alguns dos quais sofreram perdas de até 8% do PIB. Em 1988, Santa Lucía – localizado nas Pequenas Antilhas, no Caribe – perdeu quase quatro vezes seu Produto Interno Bruto (PIB) por causa do furacão Gilbert, enquanto Granada – outro país caribenho – perdeu duas vezes o PIB em decorrência do furacão Iván, em 2004.
Desafios mundiais
O relatório do Pnud ressalta, ainda, que os governos precisam estabelecer acordos multilaterais e formular políticas públicas para melhorar o equilíbrio das condições de vida, permitir a livre expressão e participação das pessoas, administrar as mudanças demográficas e fazer frente às pressões ambientais.

Um dos grandes desafios para o mundo, segundo o texto, é reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa. Apesar de os lançamentos de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera parecerem aumentar com o desenvolvimento humano, essa relação é muito fraca, destaca o Pnud. Isso porque, em todos os níveis de IDH, alguns países equivalentes têm uma maior emissão de CO2 que outros.
Além disso, pode haver diferenças grandes entre as províncias ou estados de um mesmo país, como é o caso da China. Esses resultados, de acordo com o relatório, reforçam o argumento de que o progresso humano não demanda um aumento no uso de CO2, e que políticas ambientais melhores poderiam acompanhar esse desenvolvimento.
Segundo o Pnud, alguns países já têm se aproximado desse nível de desenvolvimento, sem exercer uma pressão insustentável sobre os recursos ecológicos do planeta. Mas responder globalmente a esse desafio exige que todas as nações adaptem suas trajetórias.
Os países desenvolvidos, por exemplo, precisam reduzir a chamada "pegada ambiental", ou seja, quanto cada habitante polui o planeta (como se fosse um PIB do meio ambiente). Já as nações em desenvolvimento devem aumentar o IDH, mas sem elevar essa pegada. Na visão do Pnud, tecnologias limpas e inovadoras podem desempenhar um papel importante nesse processo.
Mas, para reduzir a quantidade necessária de emissões de gases de efeito estufa, os países dos hemisférios Norte e Sul têm que chegar a um acordo justo e aceitável para todos, como compartilhar as responsabilidades, informa o relatório.
Acordos e investimentos
Na Rio+20, Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro em junho de 2012, foi negociado entre os governos da região da Ásia e do Pacífico um acordo para proteção do maior recife de corais do mundo, o chamado Triângulo de Coral, que se estende desde a Malásia e a Indonésia até as Ilhas Salomão. A área é responsável por fornecer o sustento para mais de 100 milhões de pessoas.

Além disso, alguns países estão trabalhando juntos na bacia do Rio Congo para combater o comércio ilegal de madeira e preservar o segundo maior território florestal do mundo. Bancos regionais de desenvolvimento também apresentaram uma iniciativa que conta com US$ 175 bilhões (R$ 350 bilhões) para promover o transporte público e ciclovias em algumas das principais cidades do mundo.
Outra parceria envolve a China e o Reino Unido, que vão testar tecnologias avançadas de combustão de carvão. Já os EUA e a Índia firmaram um acordo para o desenvolvimento de energia nuclear na Índia.
Alguns países também estão desenvolvendo e compartilhando novas tecnologias verdes. A China, o quarto maior produtor de energia eólica do mundo em 2008, é também a maior fabricante global de painéis solares e turbinas para geração de energia pelo vento. E, na Índia, os investimentos em energia solar aumentaram 62% em 2011, chegando a US$ 12 bilhões (R$ 24 bilhões) – os maiores do planeta. Já o Brasil elevou seus investimentos tecnológicos para energias renováveis em 8%, chegando a US$ 7 milhões (R$ 14 milhões).
Promessas
Até 2020, a China também prometeu cortar suas emissões de dióxido de carbono por unidade de PIB em 40% a 45%. E, em 2010, a Índia anunciou reduções voluntárias de 20% a 25%. Além disso, no ano passado, políticos coreanos aprovaram um programa para reduzir as emissões de fábricas e usinas de energia.

Na Rio+20, Moçambique anunciou ainda uma nova rota de economia verde. E o México promulgou recentemente uma lei para reduzir as emissões de CO2 e apostar em energias renováveis.
No Fórum de Bens de Consumo da Rio+20, as empresas Unilever, Coca-Cola e Wal-Mart – classificadas entre as 20 melhores multinacionais do mundo – também prometeram eliminar o desmatamento de suas cadeias de abastecimento.
Além disso, a Microsoft prometeu que em 2012 se tornaria nula em emissões de carbono. E a companhia Femsa, que engarrafa bebidas – como a Coca-Cola – na América Latina, manifestou que obteria 85% de suas necessidades energéticas no México a partir de recursos renováveis.
Mas, apesar de muitas iniciativas promissoras, ainda existe ainda uma grande diferença entre as reduções de emissões necessárias e essas modestas promessas, destaca o Pnud.[Fonte: G1]

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Acúmulo de gases do efeito estufa bate recorde em 2011


O acúmulo de gases causadores do efeito estufa bateu um novo recorde em 2011, anunciou nesta terça-feira a Organização Mundial de Meteorologia (OMM).
A média de concentração dos poluentes que provocam o aquecimento global foi de 390 partes por milhão no ano passado, informou a agência subordinada à Organização das Nações Unidas (ONU). O número é 40% maior do que a média anterior à Revolução Industrial, de 280 partes por milhão.
De acordo com a OMM, houve um aumento de 30% do efeito estufa sobre o clima global entre 1990 e 2011. A principal causa, prossegue a entidade, foi a emissão de dióxido de carbono derivada da queima de combustíveis fósseis.
O secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, disse que 350 bilhões de toneladas de dióxido de carbono foram despejadas na atmosfera terrestre a partir de 1750.
Esse volume, prosseguiu ele, continuará na atmosfera "durante séculos, fazendo com que o planeta esquente ainda mais e refletindo sobre todos os aspectos da vida na Terra". As informações são da Associated Press. [Fonte: Yahoo]
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